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Quem vota em ladrão é cúmplice de ladrão, diz jurista Luiz Flávio Gomes

Afirmação contundente foi feita durante palestra realizada na tarde de segunda-feira, 6/8, na Divisão Municipal de Educação, em Junqueirópolis

Um grupo de privilegiados, formado por advogados, estudantes de Direito, estagiários de diversos setores, comerciantes, agricultores e vereadores, tiveram a oportunidade de num bate-papo informal com o professor, jurista e escritor Luiz Flávio Gomes, receber explanações sobre quais são os caminhos para uma transformação efetiva do Brasil em prol de uma realidade mais ética e cidadã. O delegado de polícia Eliando Renato dos Santos e o coordenador do curso de Direito da Reges (Dracena), Alex Luengo Lopes, também prestigiaram o evento, que contou ainda com representantes do meio jurídico da região.

Utilizando a Operação Lava Jato como pano de fundo, o jurista falou sobre os meandros e malandragens instalados no espectro do sistema político-empresarial corrupto. De acordo com ele, este grupo de malfeitores é representado por cerca de 300 políticos picaretas (filiados em 20 partidos liderados por “caciques” – políticos influentes), 20 famílias que detém o poder no país (monopólio, oligarquia), e outras 450 empresas (que financiam o modelo corrupto de governar o país).

Abordando o tema “Ética, Corrupção e o Futuro do Brasil”, no encontro, Luiz Flávio Gomes, que nesta eleição está pleiteando uma vaga na Câmara Federal pelo PSB (Partido Socialista Brasileiro), também fez um balanço do cenário político atual (indecisão do eleitor, principalmente para os nomes que pleiteiam a presidência), destacou a responsabilidade do eleitor e elencou possíveis soluções para o país sair da lama civilizatória, incluindo a ação dos bons políticos.

“Nós temos o dever moral e ético de não mais votarmos em corruptos. Temos que colocar em prática o voto faxina – que significa limpar o Congresso”, diz. O jurista frisa que está é a única forma de alterar a política brasileira. Ele conta que outros países já experimentaram essas mudanças com o combate à corrupção e deu muito certo.

Ainda chamando a responsabilidade para o votante nesta eleição, Luiz Flávio Gomes diz que existem apenas dois tipos de eleitores: o cidadão (honesto), e o cúmplice de ladrão. “Quem vota em ladrão é cúmplice de ladrão”, enfatiza, acrescentando que um político corrupto custa muito caro para o cidadão de bem.

Gomes alertou o eleitor para tomar cuidado com os votos branco e nulo. “Quem não vota, mantém a roubalheira (políticos corruptos)”, esclarece. Outro tipo de voto desprezado por ele é o voto efeito Tiririca. “Com uma votação expressiva, através voto de protesto em alguma personalidade do mundo artístico, como por exemplo, no caso do Tiririca nas eleições passadas, acabamos elegendo outros candidatos que nem conhecemos”, alerta.

Como propostas efetivas para a verdadeira mudança, Gomes destaca três responsabilidades: A lei tem que funcionar no país – fazer valer; escolarização do povo – escola em período integral para todos até os 18 anos; e ética – mudança de atitude.

Gabriel e José Maria protagonizaram o “Momento Solidariedade”
Cezinha faurou um dos livros sorteados

Durante o encontro, três participantes foram agraciados, através de sorteio, com livros de autoria do palestrante. Os contemplados receberam o livro intitulado: “O jogo sujo da corrupção – pela implosão do sistema político-empresarial perverso, em favor da Lava Jato, dentro da lei, e pela reconstrução do Brasil”. O sorteio dos livros protagonizou o “Momento Solidariedade”, ocasião em que num gesto de solidariedade o sorteado Gabriel Nogueira fez a doação para José Maria Françoso. Ambos ganharam livros. Claudio Cezar da Silva foi o contemplado no primeiro sorteio.

Luiz Flávio classificou o encontro em Junqueirópolis como extraordinário. “Fizemos hoje (6/8) aqui um encontro extraordinário. Apesar do horário inapropriado as pessoas vieram, participaram e lotaram o auditório. Que coisa extraordinária”, cita, comentando que esta foi a primeira vez que veio a Junqueirópolis.

Evento reuniu cerca de 60 pessoas na Divisão Municipal de Educação

“Espero que Junqueirópolis assuma este dever ético de fazer uma limpeza na política brasileira”, finaliza o jurista, indicando ao eleitor junqueiropolense não votar nos políticos corruptos e apostar nas novas lideranças.

A vinda do jurista Luiz Flávio Gomes foi articulada pelo vice-presidente da 179ª Subseção da OAB Junqueirópolis, o advogado Marcio Henrique Baraldo, juntamente com demais membros da diretoria e Comissão do Jovem Advogado.

Dr. Luiz Flávio Gomes com a comissão organizadora do evento

Luiz Flávio Gomes

Nesceu em Sud Menucci (SP) aos 6 de maio de 1957. É um jurista e professor brasileiro, fundador da Rede LFG, primeira rede de ensino telepresencial da América Latina. É presidente do Instituto Avante Brasil e co-editor do Portal Atualidades do Direito, ao lado de Alice Bianchini. É também apresentador da TVAD e criador do Movimento Quero Um Brasil Ético.

Formação acadêmica e docência

Formou-se em direito em 1980 pelo Centro UniToledo, interior de Araçatuba. Tornou-se mestre em direito penal pela Universidade de São Paulo em 1989 e doutor em direito penal pela Universidade Complutense de Madri em 2001.

Foi professor de direito penal e processo penal em vários cursos de pós-graduação, dentre eles a Facultad de Derecho de la Universidad Austral (Buenos Aires, Argentina) e UNISUL, de Santa Catarina. É professor honorário da Faculdade de Direito da Universidad Católica de Santa María, em Arequipa, no Peru.

Vários órgãos de imprensa ao mencionar alguns temas polêmicos na área criminal constantemente fazem referências ao seu posicionamento jurídico.

Cargos

Foi policial militar, delegado de polícia em 1980, promotor de justiça em São Paulo de 1980 a 1983, juiz de direito em São Paulo de 1983 a 1998, e advogado de 1999 a 2001. Também foi individual expert observer do X Congresso da ONU, realizado em Viena de 10 a 17 de abril de 2000, membro e consultor da delegação brasileira no décimo período de sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, realizado em Viena de 8 a 12 de maio de 2001, e secretário geral do Instituto Panamericano de Política Criminal (IPAN).

Ensino telepresencial

Fundou em 2003 a rede de ensino LFG, a primeira rede de ensino telepresencial do Brasil e da América Latina. Através de sua rede, foram ministrados cursos preparatórios telepresenciais para concursos públicos, destacadamente nas carreiras jurídicas e fiscais. Os cursos são transmitidos a mais de 220 cidades brasileiras, distribuídos em mais de 420 unidades pelo Brasil. Em 2008, concluiu uma negociação em que vendeu a LFG à Anhanguera, transformando esta na maior rede de ensino do Brasil.

Fonte: Wikipédia

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Sobre Gilmar Pinato

Jornalismo-Faculdade de Comunicação Social Helio Alonso- Rio de Janeiro (RJ), 1986- MTb 24.051 -Estágio Jornal O Estado de São Paulo (S.P. ag/dez.88). -Assessor de Imprensa Oficina Cultural Timochenco Wehbi (P.Pte-SP) -Repórter Jornal O Imparcial (P. Pte). -Produtor TV Fronteira- (P. Pte) -Repórter Jornal O Liberal, Araçatuba (SP), -Assessor de Imprensa Parlamentar- Assembleia Legislativa (Alesp). -Repórter Jornal Regional- Dracena (SP).

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