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Zé Correia, com o ex-craque corinthiano Zé Maria, no Ginásio Cícero Gomes

Zé Maria, ex-craque do Corinthians visita Junqueirópolis

O ex-craque corinthiano,  lateral direito, Zé Maria, o “Super Zé”, esteve nesta quarta-feira, 31/10, em Junqueirópolis, onde acompanhou no Ginásio de Esportes Cícero Gomes, um jogo de basquete entre os internos da Fundação Casa, de Irapuru.

O ex-jogador que fez história no Corinthians, ídolo da torcida, foi recebido pela equipe da Comissão Municipal de Esportes (CME), entre eles, o técnico de atletismo, José Correia que enviou para o JD Notícias, foto com o craque. A vinda de Zé Maria, a Junqueirópolis foi intermediada pelo esportista e técnico de futebol, Mi.

HISTÓRIA DO”SUPER ZÉ”

Força, garra, amor a camisa e muita disposição. Assim era o Zé Maria, ou o “Super Zé”, símbolo da raça alvi-negra nos anos 70, virou ídolo da fiel pelo futebol mas também pelo amor ao clube, expressos em declarações como “No Corinthians eu jogo até de graça”.

Zé Maria chegou ao Corinthians logo após ter servido a seleção brasileira na copa de 70 (era jogador da Lusa) e logo conquistou a torcida demonstrando muita raça e disposição.

Como era filho de Corinthiano, Zé Maria ainda enquanto jogador da Lusa prometeu ao seu pai que um dia jogaria e conquistaria um título pelo Corinthians. E assim o fez.

Foi de uma cobrança de falta sua, pela ponta direita, que começou a jogada do gol de Basílio na final histórica do paulistão de 1977 e então Zé Maria pode, como capitão do time, erguer a taça após quase 23 anos de espera e fazer explodir de alegria a fiel torcida.

Dois anos após, Zé Maria entraria mais ainda pra história do Corinthians ao ganhar novamente o título de campeão paulista. Na primeira partida da decisão de 1979, Zé Maria feriu o supercílio e saiu para ser atendido pelo médico, que queria tirá-lo do jogo. Zé Maria insistiu e voltou pro jogo com a camisa branca toda manchada de vermelho pelo seu sangue, fato que fez com que a torcida o aplaudisse ainda mais, agradecendo pela demonstração de raça e amor a camisa do Corinthians.

Zé Maria jogou no Corinthians durante 13 anos e fez parte da Democracia Corinthiana, sendo inclusive eleito pelos companheiros de clube em 1983, para assumir o comando da equipe, tornando-se o técnico. Como tinha participado de 3 partidas no começo do campeonato, Zé Maria tem ainda em sua história o bi-paulista de 1982/83.

Na sua partida de despedida, em meio às lágrimas enquanto era cumprimentado, Zé Maria disse, enquanto a torcida tirava a sua camisa “Estão tirando um pedaço de mim”. No memorial do Corinthians está exposta uma camiseta sua com a seguinte frase “a esse clube que durante muitos anos foi a minha própria vida”.

Zé Maria fez a sua despedida da Fiel dando uma volta olímpica antes de um jogo contra o time do parque antártica e foi aplaudido de pé pelas duas torcidas.

FUNDAÇÃO CASA-Hoje Zé Maria trabalha na Fundação Casa, antiga Febem,  ajudando na reabilitação de menores infratores.

‘Converso com esses meninos para lhes passar um pouco da minha formação, da minha educação, da minha experiência, para que possam voltar ao caminho do bem. Você acaba contando um pouco da sua história, da sua vida, das dificuldades, da importância da disciplina – afirmou o ex-lateral”, afirmou em entrevista ao Globo Esporte.

 

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Sobre Gilmar Pinato

Jornalismo-Faculdade de Comunicação Social Helio Alonso- Rio de Janeiro (RJ), 1986- MTb 24.051 -Estágio Jornal O Estado de São Paulo (S.P. ag/dez.88). -Assessor de Imprensa Oficina Cultural Timochenco Wehbi (P.Pte-SP) -Repórter Jornal O Imparcial (P. Pte). -Produtor TV Fronteira- (P. Pte) -Repórter Jornal O Liberal, Araçatuba (SP), -Assessor de Imprensa Parlamentar- Assembleia Legislativa (Alesp). -Repórter Jornal Regional- Dracena (SP).

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