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Escorpião encontrado subindo porta do quarto: gato alertou morador

Escorpiões deixam população em alerta

Esse outro escorpião amarelo foi encontrado dentro da casa do cachorro em residência no J. dos Pássaros

O número elevado de escorpiões amarelos  (Tityus serrulatus) encontrados nas residências da cidade, deixam a população preocupada e em alerta contra o aracnídeo venenoso.

Este que consta foto na matéria foi capturado vivo por um morador da região central da cidade,. Ele relata que o bicho estava subindo a porta do seu quarto. “Estava fechada, quando abri estranhei o gato atrás da porta, fui ver ele estava tentando pegar o escorpião”, relata o morador.

Diversos outros casos de encontro e picadas de escorpiões foram relatados por moradores do município ao site WWW.jdnoticias.net.

De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, de janeiro até o começo de novembro deste ano foram registrados em Junqueirópolis, 90 casos de picadas de escorpiões, atendidos no Pronto Socorro municipal.

PRECAUÇÃO – No Brasil, existem cerca de 160 espécies de escorpiões, as responsáveis pelos acidentes graves pertencem ao gênero Tityus que tem como característica, entre outras, a presença de um espinho sob o ferrão

O Tityus serrulatus, conhecido como escorpião amarelo é a principal espécie que causa acidentes graves, com registro de óbitos, principalmente em crianças.

Principais características: possui as pernas e cauda amarelo-clara, e o tronco escuro. A denominação da espécie é devida à presença de uma serrilha nos 3º e 4º anéis da cauda. Mede até 7 cm de comprimento. Sua reprodução é partenogenética.

Assim, só existem fêmeas e todo  bicho adulto pode parir sem a necessidade de acasalamento. Este fenômeno facilita sua dispersão; por causa da adaptação a qualquer ambiente, uma vez transportado de um local a outro (introdução passiva), instala-se e prolifera com muita rapidez. Além disso, a introdução de T. serrulatus em um ambiente pode levar ao desaparecimento de outras espécies de escorpiões devido à competição.

Cada mãe tem aproximadamente dois partos com, em média, 20 filhotes cada, por ano, chegando a 160 filhotes durante a vida.

Como prevenir acidentes

  • Manter jardins e quintais limpos. Evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico e materiais de construção nas proximidades das casas;
  • Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) junto a paredes e muros das casas. Manter a grama aparada;
  • Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos, numa faixa de um a dois metros junto às casas;
  • Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas e escorpiões podem se esconder neles e picam ao serem comprimidos contra o corpo;
  • Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres. É comum a presença de escorpiões sob dormentes da linha férrea;
  • Usar calçados e luvas de raspas de couro;
  • Como muitos destes animais apresentam hábitos noturnos, a entrada nas casas pode ser evitada vedando-se as soleiras das portas e janelas quando começar a escurecer;
  • Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques;
  • Combater a proliferação de insetos, para evitar o aparecimento dos escorpiões que deles se alimentam;
  • Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes, consertar rodapés despregados, colocar saquinhos de areia nas portas, colocar telas nas janelas;
  • Afastar as camas e berços das paredes;
  • Evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão. Não pendurar roupas nas paredes; examinar roupas, principalmente camisas, blusas e calças antes de vestir;
  • Acondicionar lixo domiciliar em sacos plásticos ou outros recipientes que possam ser mantidos fechados, para evitar baratas, moscas ou outros insetos de que se alimentam os escorpiões;
  • Preservar os inimigos naturais de escorpiões e aranhas: aves de hábitos noturnos (coruja, joão-bobo), lagartos e sapos.

O que fazer em caso de acidente escorpiônico

  • Limpar o local com água e sabão;
  • Aplicar compressa morna no local;
  • Procurar orientação imediata e mais próxima do local da ocorrência do acidente (UBS, posto de saúde, hospital de referência);
  • Atualizar-se regularmente junto à secretaria estadual de saúde para saber quais os pontos de tratamento com o soro específico em sua região;
  • Se for possível, capturar o animal e levá-lo ao serviço de saúde.

O que NÃO fazer em caso de acidente escorpiônico

  • Não amarrar ou fazer torniquete;
  • Não aplicar qualquer tipo de substância sobre o local da picada (fezes, álcool, querosene, fumo, ervas, urina), nem fazer curativos que fechem o local, pois isso pode favorecer a ocorrência de infecções;
  • Não cortar, perfurar ou queimar o local da picada;
  • Não dar bebidas alcoólicas ao acidentado, ou outros líquidos como álcool, gasolina ou querosene, pois não têm efeito contra o veneno e podem agravar o quadro. (Fonte: Ministério da Saúde)

 

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Sobre Gilmar Pinato

Jornalismo-Faculdade de Comunicação Social Helio Alonso- Rio de Janeiro (RJ), 1986- MTb 24.051 -Estágio Jornal O Estado de São Paulo (S.P. ag/dez.88). -Assessor de Imprensa Oficina Cultural Timochenco Wehbi (P.Pte-SP) -Repórter Jornal O Imparcial (P. Pte). -Produtor TV Fronteira- (P. Pte) -Repórter Jornal O Liberal, Araçatuba (SP), -Assessor de Imprensa Parlamentar- Assembleia Legislativa (Alesp). -Repórter Jornal Regional- Dracena (SP).

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